GNOME 3.0 foi anunciado oficialmente

17, Julho 2008 at 7:14 pm | In Ubuntu | 2 Comments

Em uma conferência Européia recente do usuário colaborador do GNOME (GUADEC), a equipe de desenvolvimento do GNOME anunciou uma proposta para desenvolver a interação principal do próximo ambiente para desktops de código aberto. A planta do projeto ofereceu uma estratégia de longo prazo para acelarar o projeto GNOME e definir objetivos futuros.

O Longo caminho para a primeira etapa

O trajeto que a comunidade do GNOME tomou a esta proposta é um tanto complexo. Quando o prospecto do GNOME 3  foi discutido primeiramente por colaboradores em 2005, o conceito tomou vida entre os usuários que imaginaram ser uma reinvenção audaciosa do desktop com conceitos novos de interação e um tipo novo de interface de utilizador. Esta visão do Pie-in-the-sky foi referida como o ToPaZ, jogo de palavras da frase três ponto zero.
Embora o ToPaZ não fosse abraçado extensamente pela comunidade do colaborador, ganhou uma quantidade enorme de tração com entusiastas do Linux que gostariam de ver inovações para o Desktop. Mesmo assim o ToPaZ ganhou uma discussão extensiva na Wiki do GNOME e até uma parte no GNOME-look o site de themes do GNOME, devotado às mockups e a brainstorming.

A idéia básica por trás do ToPaZ, entretanto, era fundamentalmente fora da filosofia subjacente da Comunidade para o Desenvolvimento do GNOME que não gosta de incrementalismos, um dos principais fatores que contribui com a popularidade do GNOME com os distribuidores comerciais do Linux. Os colaboradores concluiram que uma mudança radical dos idiomas convencionais do Desktop não estava finalmente no melhor interesse dos utilizadores finais. O consenso era que seus objetivos para o futuro não poderiam ser alcançados em pequenos releases de tempo curto.

As mudanças importantes estão incubadas paralelamente ao desenvolvimento do GNOME e geralmente não integradas ao ambiente próprio até que estejam provadas. A maioria das tecnologias novas do GNOME foram adotadas por um ou dois distribuidores principais antes de transformar-se em uma parte oficial da pilha do Desktop. A tomada do distribuidor é, de fato, um dos fatores que é avaliado quando os módulos novos são propostos para a inclusão no GNOME. O processo é sempre cuidadoso para minimizar rompimentos à experiência do utilizador final e inconveniências aos programadores de software terceirizados.

O sucesso desta estratégia foi demonstrado pelo grande número de elementos impressionantes de infra-estrutura que foram aerodinamizados no GNOME com o desenvolvimento incremental. Um bom exemplo é a transição da estrutura componente do Bonobo anacrônico ao sistema de comunicação interna interprocess novo do D-bus. Esta transição principal foi conseguida no curso de diversas liberações sem uma reescrita desktop-wide principal.

Indo do 3.No para o 3.Oh

Embora a Comunidade para o Desenvolvimento do GNOME seja forçada a manter sua estratégia de desenvolvimento incremental para o Desktop, as regras são diferentes para o GTK+, o conjunto de ferramentas subjacentes usados para construir a plataforma do GNOME. Os colaboradores cresceram cada vez mais frustrados com as limitações do GTK+ e começaram a avaliar propostas para remediar suas fraquezas para adicionar capacidade e modernismo.

Nós olhamos algumas partes das plantas detalhadas do projeto em Abril. Chamamos, uma empresa de software que construisse as aplicações com GTK+, para ter limpos API/ABI em intervalos predeterminados e em uma revisão com o intuito de melhorar a mobilidade, simplificando os Temas e criação de widgets, o que facilita a criação de arquiteturas e para ser mais fácil de manter. Havoc Pennington colaborador do GNOME publicou uma proposta de conjunto de ferramentas para um sistema gráfico integrado mais rico. As primeiras etapas para Pennington tem sido cumpridas. uma estrutura GObject-based de gráficos poderosos foi contruida por OpenedHand. A chamada para uma revisão do conjunto de ferramentas era o primeiro principal na comunidade do GNOME e da necessidade de mudanças.

Nos meses que passaram no evento de GUADEC este ano, alguns colaboradores do GNOME começaram a expressar o seu descontentamento com o estado geral do Desktop. Este movimento começou em entradas de blogues dos colaboradores e ganhou impulso até mesmo no agregador do Planeta do GNOME. Foi dado um nome por Andy Wingo, que escreveu sobre o GNOME ter caído em um estado de decadência

Andy Wingo escreveu no seu Blog:

“Não me parece que o GNOME está em uma trilha evolucionária saudável”

“O problema, como Eu vejo, é que o GNOME está em um estado de decadência.”

O sentimento foi ecoado e derramado eventualmente sobre a lista de endereços do colaborador do GNOME, onde se transformou em uma linha de discussão sobre a necessidade para a liderança e o sentido.

O Novo Plano

Toda a frustração dos colaboradores eventualmente tomaram uma volta positiva e culminaram na planta que foi proposta pela equipe de liberação do GNOME em GUADEC. A Comunidade para o Desenvolvimento do GNOME alcançará o 3.0 mas o fará assim sem pertubar os usuários e sem rejeitar a filosofia de longa data do Incrementalismo. Haverá um GNOME 3.0, mas não será o que muitos previram para o ToPaZ. “Há ainda uns lotes de detalhes a discutir, existem coisas importantes e que nosso mindset vai propôr ao 3.0, não é lugar para a discussão agora. Envolve uma transição relativamente grande de 2.x a 3.x, um processo de desenvolvimento mais focalizado e mais inclusivo, ciclos de desenvolvimento a longo prazo, e mais.”

Escreveu o contribuinte Lucas Rocha do GNOME em uma entrada do seu blogue.

Gnome 3.0

Gnome 3.0

O cíclo do GNOME ainda será de 6 meses como padrão, os colaboradores resolveram chamar a versão 2.30 de 3.0 como forma de prostesto.

Durante esse tempo, o conjunto de ferramentas de GTK+ vai ser submetido a grandes transformações na infra-estrutura do Desktop que será mais maduro do que este atual. Incluindo a desordem com o PolicyKit, o PackageKit, o GVFS, o D-conf, e o próprio GTK+ Webkit. Alguns especulam que a transição do GNOME 3.0 será como o desenvolvimento do um tanto controverso do KDE 4, mas tal especulação não é consistente com os detalhes disponíveis sobre a planta de liberação apresentada. Ao contrário do KDE 4.0, que produziu inovações impressionantes e acelerou o desenvolvimento a custo da confiança do usuário e da estabilidade total do Desktop, a planta do GNOME 3.0 é menos ambiciosa, construida em cima da maior do Desktop Environment do GNOME atual. A estratégia atual é e vitar mudanças muito drásticas e rompimentos na usabilidade significativa e básica do Desktop.

Até a próxima…

Mark usa KDE e apoia o QT4

16, Julho 2008 at 9:31 pm | In Ubuntu | Leave a Comment

Pode parecer incrível, mas Mark Shuttleworth, o homem por trás da Canonical e do Ubuntu, em entrevista publicada no site derStandard.at faz estas e diversas outras afirmações. Contudo essas declarações tem de ser contextualizadas, vejamos alguns pontos interessantes da entrevista, destacando essas e outras afirmações do pai do Ubuntu.

Ao ser perguntado se ele achava verdadeira a afirmação que todos estão adotando o Gnome como seu desktop padrão ele diz que:

Sim, mas não creio que isto é definitivo. Se olhar para o trabalho que foi feito pela comunidade KDE, é muito vibrante. Eu uso o KDE na minha área de trabalho, gosto de ver o ritmo das mudanças existe, há uma série de inovações no KDE4. Penso que o pessoal do KDE têm razão quando dizem que sua abordagem tornou mais fácil e dinâmica as previsões de liberação de novas versões, muito a frente da abordagem do equipe do Gnome. Contudo essa previsibilidade e também a escolha do GNOME pela LGPL faz muito bem para os negócios.

Invés de dizer: “GNOME ganhou, KDE perdeu” Eu gostaria de dizer: “Como é que podemos fazer estas comunidades se sentar e falar uns com os outros”? Nós realmente precisamos de ter os dois,com ciclos de versões estáveis e com a capacidade de evoluir rapidamente e dar grandes saltos como KDE4.

Estou muito interessado em saber como fazer essas duas comunidades trabalharem em conjunto, com relações mais estreita, como obter mais colaboração, com mais partilha. Tanto a nível da tecnologia, mas também ao nível das melhores práticas e processos.

Além desta afirmação ele também discute o uso da biblioteca Qt no Gnome, o uso do SELinux, fala sobre as criticas feitas contra a versão LTS 8.04 lançada recentemente e ainda elogia os trabalhos da Apple em questão de designer e desenvolvimento, vale a pena conferir.

Fonte

Firefox em dispositivos móveis até o final do ano

15, Julho 2008 at 6:12 pm | In Ubuntu | Leave a Comment

Até o final deste inverno (hemisfério sul) a Mozilla espera lançar uma versão alfa do Firefox para dispositivos móveis. Uma versão beta seria lançada pelo final do ano. O projeto de desenvolvimento do Firefox para dispositivos móveis tem codinome Fennec (uma espécia de raposa, menor) e foi lançado em outubro de 2007.

http://wiki.mozilla.org/Mobile/Fennec/Releases
http://en.wikipedia.org/wiki/Fennec_Fox

Fonte

Conhecendo os demônios

13, Julho 2008 at 5:26 pm | In Ubuntu | 9 Comments

É meu caro leitor, até parece ficção científica não é?! Mas é uma parte extremamente importante na optmização do seu Ubuntu!
Vejo muita gente se queixando que o Ubuntu leva um tempo para iniciar, que não é tão rápido quanto outras distros, a boot é um pouco pesada… Chega deste blá blá blá!
Agora vamos entender os famosos Daemons.
Preste atenção! Pois isto realmente requer a sua colaboração e entendimento pessoal.
Até arrisquei a escrever o artigo para Ubuntu users, mas é claro, acredito na sua capacidade! Vamos ser livres e usar linux!
Voltando ao assunto, toda distro hoje em dia, vem com vários Daemons de controle do sistema que na maioria dos casos, vem acompanhado por um “d” no final como o sshd.
Falando vulgarmente, os Daemons são coisas que controlam outras coisas no seu sistema. Espero que você perdoe o pleonasmo, mas é a minha vontade que você entenda. Faço votos para que até este ponto a explicação tenha sido a melhor possível.
Aonde estão estes malditos demônios no seu Ubuntu?! Como sei o que é Daemon?! É simples, basta você dar uma olhada no seu /etc/init.d/ .
Tudo que estiver lá é considerado Daemon do seu Ubuntu.
Existem algumas nomenclaturas como runlevel 3, runlevel 5, mas não quero entrar em detalhes aqui e peço que você procure no Google se desejar aprofundar ou usar métodos que requer maior instrunção como Sockets. Quero apenas te ajudar a entender como funciona e a melhorar o seu Ubuntu.
Você está acompanhando o meu raciocínio não é?! Espero que sim.
Vamos então desligar alguns Daemons que no seu Ubuntu rodam sem necessidade, mas como fazer isto de uma forma segura e sem prejudicar o funcionamento do seu Ubuntu?!
Simples, vamos usar um comando fácil:

sudo /etc/init.d/bluetooth stop

Pronto!! Paramos o Daemon Bluetooth que não será mais carregado junto a boot do Ubuntu de forma desnecessária, prejudicando o desempenho do mesmo.
Fácil não é?! Não vá esquecer a forma que realizei o comando, nem esqueça o nome do Daemon.
Basta estar como root pra realizar a operação que pode ser feita com nossa antiga gambiarra aqui ensinada por mim:

su -c ‘/etc/init.d/bluetooth stop’

Nós sabemos o que o comando faz, porque cada dia que passa, aprendemos a ser Mac Gyvers e a usar Ubuntu de verdade com este blog.

Até a próxima!

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